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Semana "revival": The Clash & Toy Dolls

Essa última semana essas duas bandas, que estão entre minhas prediletas, foram assunto (do meu ponto de vista).

A primeira, Clash, nem tem muito pra falar - é minha all time favorite. Claro, tem várias outras mais representativas do período, ou mais relevantes de modo geral, mas talvez por ter sido uma das primeiras que ouvi, me fisgou.

E lógico, acho o som dos caras fora do normal, desde o inicio punk até a mistura que fizeram com reggae, dub, ska, etc. Pensando agora, é uma das poucas bandas que fizeram crossover de estilos e que gostei (outra que vem à mente é Suicidal Tendencies, mas esse é outro caso).

Além disso, foram eleitos como a melhor performance ao vivo já vista, em alguma dessas votações doidas (acho que da Rolling Stones). Enfim, dá pra sentir que a brincadeira era séria pelos clips, que basicamente são registros dos shows - em 1977 não era costume gravá-los, e mesmo que fosse, não cairia muito bem pra um grupo "punk" :-)

O fato que gerou esse post: no fim-de-semana achei uma dessas coletâneas em DVD, Essential Clash, e lá estão os registros de alguns desses shows. Um tempinho atrás, tinha comprado o documentário, Revolution Rock, mesmo estilo. Em uma palavra: detonam. Ainda preciso comprar o Rude Boy, outro filme sobre a banda, pra fechar a trinca.



Isso tudo me fez lembrar do show do Big Audio Dynamite, ou B.A.D. - banda que Mick Jones, guitarra do Clash, fundou depois do término dessa - que fomos ver no Anhembi eu, Ana e Fofão. Até rolava uma música ou outra nas rádios, mas provavelmente eles foram pq perturbei pacas. Pra quem nunca veria Clash ao vivo, já estava de bom tamanho ver o guitarrista principal ;-)

Falta de estrutura total - não tínhamos carro, metrô era a linha azul e olhe lá, táxi era uma paulada pros nossos salários de escriturário no Bradesco. O caminho em si não tinha nada especial, era pegar ônibus + metrô, tranquilo. O ponto é que, na volta, iríamos pro Any 44, uma balada que tinha na Bela Cintra, se não me engano. E também se não estou enganado, era festa de aniversário dele, Fofão.

Big Audio Dynamite


A ida foi tranquila, o show foi demais, mas a volta foi atrapalhada - quase não conseguimos pegar o metrô lá perto do Anhembi, que, claro, era o último. Correria, escadaria vencida aos pulos, chegamos a tempo. Descemos na estação Paraíso. E não lembro se por decisão própria ou força maior (falta de ônibus ou de grana), decidimos cruzar a Paulista à pé...

Fora a longa caminhada e uns ratos fazendo a ronda da noite, nada bizarro aconteceu. Na época (1985 ou 86), não tinha tanto mendigo por lá. A bem da verdade, nem gente normal tinha muito também, naquele horário. Não que fosse prudente fazer o que fizemos (nem que moradores de rua sejam uma ameaça, não entenda mal), mas moleque é isso aí mesmo.

Andamos, andamos, chegamos no Any, galera já por lá, festa a noite toda, como tinha que ser! E dá-lhe Siouxsie, Cure, Smiths, Sisters of Mercy, e mais um monte de coisas boas que ouviamos - e que, pelo menos eu, continuo ouvindo até hoje.


Sobre Toy Dolls, comento em seguida, que esse texto já ficou grande demais - e olha que nem tinha muito pra falar ;-)


Abraço!
Posted by Fabio Mazanatti at Jul 27, 2010 - 23:56
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